City-Tour
1 - FERROVIA
A estrada de ferro foi construída em Castelo do Piauí durante a década de 60. De inicio a linha ferroviária foi feita até a ponte férrea do rio Cais e os trens que trafegavam vinham até aquele ponto e voltavam para o Ceará. Os trens que trafegavam nesta época eram somente os que transportavam os trabalhadores e suas ferramentas de construção.
Em 1962 o trem começou a trafegar até Castelo do Piauí, porém ainda não transportava mercadorias. Em 11 de janeiro de 1972 foi inaugurado o Tronco Ferroviário 1, com o trecho Oiticica (zona de litígio Piauí/Ceará) – Castelo – Altos.
Com a inauguração o trem passou a transportar mercadorias como café e petróleo, de Crateús para Castelo. Chegando na estação eram embarcados em transportes rodoviários e levados para Teresina. Os mesmos transportes que levavam o café e o petróleo traziam o babaçu, e transportavam para o Ceará.
O transporte de passageiros teve inicio em setembro de 1972. Foi usado até o ano de 1987, quando foi desativado e passou a vigorar somente o transporte de cargas.
Recentemente ocorreu o processo de privatização da RFFSA, que teve seus direitos de exploração da ferrovia passados para a Companhia Ferroviária do Nordeste-CFN. Após esse processo passaram a funcionar somente os trens de carga e os transportes de uso somente para os trabalhadores da empresa.
2 - PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS
Foi construído em 1996 com o apoio da comunidade do Bairro Cohab, em parceria com o Bispo da Diocese de Campo maior Dom Abel Alonso Nunes. Tendo como primeiro pároco Pe. Laércio, os festejos de Nossa Senhora das Graças são comemorados no mês de julho. Foi erguida para facilitar os atos religiosos da cidade, pois a Igreja Matriz não estava conseguindo atender à população católica da mesma.
Localiza-se a uma distância aproximada de 1 km do centro da cidade, tendo como via de acesso a Rua Pedro II.
3 – MUSEU DO TITO
Museu do Tito, mantido pelo Sr. Francisco Nilo Cardoso Filho, conhecido popularmente como Tito, que nas horas vagas, faz incursões ao interior do município, percorrendo fazendas, falando com os mais velhos, à procura de objetos que contem a história de Castelo, seus costumes e cultura ao longo das décadas. É interessante ressaltar que o “museu” não recebe qualquer incentivo do governo ou de nenhum outro órgão ou entidade. Tudo é mantido pelo esforço próprio do colecionador. Lá pode ser encontrada, por exemplo, uma coleção de machadinhas indígenas, conhecidas na região como “pedras de corisco”, ou objetos antigos que pertenceram às primeiras famílias de Marvão, entre outras excentricidades.
4 - PREFEITURA MUNICIPAL
A atual Prefeitura Municipal, foi construída no ano de 1977 durante a administração do Sr. João da Cruz Belo. A sua estrutura arquitetônica é considerada moderna. Mesmo sendo uma edificação de quase trinta anos, ainda atende perfeitamente às necessidades do Poder Executivo. Antes desse endereço, a prefeitura funcionava onde atualmente é a Biblioteca Municipal Elza Brandão.
5 - MERCADOS
Mercado Público Luiz José Nogueira (Mercado Velho), construído na administração de Elício Pereira Terto, no início da década de 50 do século XX, tendo sido reformado e ampliado pelo prefeito José Ismar Lima Martins em 1985 no então governo estadual de Hugo Napoleão. Atualmente comercializa-se principalmente legumes, confecções e há também um grande número de bancas para alimentação. Apesar de ter sido o primeiro mercado público construído, é conhecido na cidade como Mercado Novo, porém, os registros históricos comprovam que é na verdade o Mercado Velho.
Mercado General Gayoso (Mercado Novo), construído na administração de Humberto Lima em 1977 e já passou por várias reformas. Atualmente comercializa principalmente carne (açougues) e verduras (bancas). Apesar de ter sido construído por último, é conhecido na cidade como Mercado Velho, porém, os registros históricos comprovam que é na verdade o Mercado Novo.
6 - IGREJA MATRIZ DE CASTELO DO PIAUÍ
(PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DO DESTERRO)
A Freguesia de Nossa Senhora do Desterro do Poti foi desmembrada da Freguesia de Santo Antonio do Surubim, atual cidade de Campo Maior, em 27 de novembro de 1742, por provisão de Sua Exª Rvdmo D.Frei Manoel da Cruz, Bispo de São Luiz-Maranhão, sendo uma das primeiras paróquias a serem criadas no Piauí. Na ocasião, foi nomeado vigário da nova freguesia, Pe. José Pereira Lopes, com a obrigação de construir a igreja paroquial com auxílio do povo, o qual ergueu uma grande capela, com duas sacristias e duas torres. A contribuição de cada freguesia para a coroa portuguesa era feita de acordo com o número de torres nas capelas. Uma torre representava baixo poder aquisitivo e duas torres representavam maior poder aquisitivo. Na década de 1930 a capela foi demolida pelo Padre José Franco Rodrigues, para em seu lugar ser construída uma nova igreja, que segundo depoimentos dos mais antigos, deu muito mais trabalho e demorou mais tempo demolir a capela, feita com grandes blocos de pedra, que construir a nova igreja. O atual formato arquitetônico existente, data de 1953, quando os Padres Emídio José de Andrade e Mateus Cortez Rufino, reformaram o prédio e construíram a torre, dando a aparência que conserva até o dia de hoje.
A imagem de Nossa Senhora do Desterro é uma peça trazida pelos colonizadores portugueses, esculpida no mais puro estilo barroco, datada do ano de 1684, e é considerada uma das peças mais valiosas do acervo histórico-cultural- religioso do Brasil. Apesar da padroeira ser Nossa Senhora do Desterro, a imagem exibida pela paróquia é a de Nossa Senhora da Conceição, desde o final da década de 1970, quando a imagem original foi roubada.
Os festejos de Nossa Senhora do Desterro, são comemorados no período de 16 a 26 de dezembro. Este evento marca a religiosidade e a fé do povo castelense na santa que se tornou a padroeira da cidade, a partir de 27 de novembro de 1742. Seus festejos atraem um grande número de pessoas de várias regiões do estado e até mesmo do país.
7- BIBLIOTECA MUNICIPAL DE CASTELO DO PIAUÍ (ELZA MIGUEL BRANDÃO)
Foi fundada por volta de 1962, pelo então prefeito de Castelo Milton Lima. Tendo como primeira bibliotecária a Sr.ª Elza Miguel Brandão em homenagem e agradecimento a mesma pelo excelente trabalho desenvolvido. A sede da biblioteca foi construída em 1926 pelo então Coronel Ermelino Cardoso de Vasconcelos, intendente de Castelo do Piauí. Foi construído para funcionar como sede da prefeitura municipal, na administração de João da Cruz Belo (Prefeito de Castelo do Piauí no período de 1977 a 1982, foi construída uma nova sede para a Prefeitura Municipal no centro comercial de Castelo), com a mudança de sede o prédio passou a funcionar como sede da junta Militar, fora escritório de contabilidade e clube social. Mas em 2001 com a aprovação de uma lei Municipal passaria a funcionar como biblioteca municipal de Castelo do Piauí tendo como nome Elza Miguel Brandão.
8 - CEMITÉRIO SÃO JOSÉ
O cemitério mais antigo da cidade de Castelo do Piauí, cemitério São José, está atualmente desativado para sepultamentos. Não se sabe a data precisa de sua fundação, sabe-se apenas que foi no início do século XIX.
Contam os mais velhos que no início daquele século, um casal de escravos jovens, assassinaram sua senhora, proprietária de uma fazenda na localidade Pimenta, hoje município de Juazeiro do Piauí, derrubando-a e enforcando-a com a barra de sua saia. Tendo sido presos e julgados os dois, foram condenados a enforcamento em praça pública. O negro, pediu pra morrer em Oeiras, então capital, sendo então “tangido” a pé até lá, onde cumpriu sua triste sina.
Já a negra, por nome Maria Teresa, foi enforcada em praça pública na Vila de Marvão, tendo sido a primeira pessoa (escrava) a ser enterrada no local onde hoje temos o Cemitério São José, que na época não passava de um campo de jurema (arbusto típico da região).
Segundo a história, o pároco da época, insistiu para que a escrava se arrependesse de seu crime, mas ela, irredutível, não baixou a cabeça, afirmando categoricamente que não se arrependia, e que faria tudo novamente, já que sua senhora era muito cruel não só com ela, mas também com seu amante, enforcado em Oeiras.
ATRATIVOS NATURAIS
1 - PEDRA DO CASTELO
Localizada a cerca de 20 Km a Noroeste da sede, a margem direita do Riacho da Palmeira, sendo que são 18 Km de asfalto e 02 Km de estrada vicinal, a 30 minutos de viagem. O terreno em volta do monumento é plano e arenoso, formado por vegetação de transição entre a caatinga e o cerrado, composta em sua maioria por: chapadas, faveiras, macambiras e cactos típicos da região (xique-xique e mandacaru).
O monumento é formado por vários blocos de arenito, que se encaixam deixando a impressão de ser uma única estrutura, em forma de um castelo medieval. Possui cerda 18 metros de altura, e cerca de 13 compartimentos, sendo os principais: o salão de entrada, o salão dos anjos, o mirante (topo) e o quarto escuro (local onde a santa foi encontrada).
No seu interior, o castelo guarda diversas formas de inscrições rupestres, que se caracterizam pela não interpretação das cenas representadas. Por não ter sido feito ainda um estudo arqueológico dessas pinturas, não se pode afirmar a que tipos de tradição pertencem, porém apresentam muitas semelhanças com as tradições agreste e geométrica, ou seja, grafismos puros e figuras geométricas. As substancias utilizadas nas pinturas da cor vermelha são derivadas da hematita (óxido de ferro) misturado com corante natural e as de cor amarela são simplesmente composta pelo óxido de ferro e corante natural hidratado.
Este suntuoso monumento é um lugar sagrado e místico, que sempre influenciou o imaginário da população local. No dia e finados e na semana santa são realizados missas no local.
Envolvida de vários mitos e lendas, os devotos sempre continuaram com suas crenças, pois são encontradas peças de ex-votos, de diferentes partes do corpo, demonstrando a grande religiosidade do povo.
No atrativo por ser abordado diferentes tipos de turismo: ecoturismo, turismo religioso (maior fluxo) e turismo arqueológico (mais por estudantes).
Abaixo as principais lendas que envolvem o monumento Pedra do Castelo:
1.1- LENDA DA SANTA
Contam os mais idosos que foi encontrada uma imagem de Nossa Senhora do Desterro em uma das grutas do castelo de pedra. A imagem era esculpida em pedra arenítica e pequena, porém, muito bela. Então trouxeram-na para o povoado e construíram para ela uma capela. Dias depois a imagem desapareceu da capela e reapareceu na gruta. Os moradores a encontraram e trouxeram-na, mas ela desapareceu novamente da capela e reapareceu na gruta. Isso aconteceu repetidas vezes, e até que a população decidiu então, levá-la mais uma vez para a capela, acorrentando-a e colocando-a em uma cela, mas ela novamente desapareceu.
Os moradores foram até a pedra do castelo, porém, poucos devotos conseguiam vê-la, e mesmo os que a viam, não podiam tocá-la, pois ela foi vista no final de uma fenda muito profunda e estreita no interior do castelo. Contam também que nesta época nas grutas escuras do castelo nem uma luz podia iluminar ou mesmo permanecer acesa se não fosse de vela benta. Com esses acontecimentos aumentou assim a fé e iniciou-se a romaria daqueles que acreditavam, fazendo votos e promessas na Pedra do Castelo até os dias de hoje.
1.2 - LENDA DO REI
Em tempos muito remotos existia um grande e belíssimo castelo, e nele habitava um rei muito poderoso e perverso. Dizem que em noite de lua cheia, o soberano reunia as mais belas moças e rapazes da região e promovia vários dias de festas e bacanais com os mais variados tipos de iguarias e bebidas, e ao final de suas orgias ordenava aos súditos que matassem todos os convidados.
As maldades promovidas pelo monarca cruel seriam tanta que subiram aos ouvidos do altíssimo e este teria enviado dois anjos disfarçados para por fim ao reinado de crueldade. Quando o rei viu os anjos, não os conheceu e os convidou para uma de suas festas.
Os anjos, em testemunho, como castigo e cumprindo o mandamento do altíssimo, puseram fim naquele maléfico reinado, transformando o castelo, seu rei e todos os seus servos em pedra. Dizem os mais velhos que em certas noites de lua cheia é possível ver luzes e ouvir gargalhadas saindo do castelo, seria talvez o momento em que as paredes do castelo reencarnassem os antigos convivas do mesmo.
1.3 - LENDA DO VAQUEIRO
Contam que um certo vaqueiro perseguia uma vaca brava que conseguiu transpor os obstáculos e subir ao topo da pedra do castelo, e na fúria da perseguição despencaram pela clarabóia abaixo morrendo todos, vaqueiro, cavalo e vaca. Muitos anos depois, um casal de turistas em visita ao monumento registrou algumas fotos e ao revelarem o filme, tiveram uma grande surpresa, ao lado deles na foto apareceu um homem vestido em trajes de vaqueiro.
2 - CACHOEIRA DAS ARRAIAS
A Cachoeira das Arraias, constituída de duas quedas com aproximadamente 20 metros cada, está localizada na área que engloba a Pedra do Castelo. A mesma é utilizada para a prática de rapel, sendo que ao término deste, pode-se deliciar-se com excelente banho em suas águas de temperatura agradabilíssima.
3 - CASTELO DAS BARROCAS
O Castelo das Barrocas, a exemplo da Pedra do Castelo, é formado por vários blocos de arenito, deixando a impressão de ser uma única estrutura. Os ameríndios, primitivos habitantes de nossa região, em tempos remotos, utilizavam as grutas do monumento como abrigo ou moradia, e também tinham o hábito de enterrar os mortos dentro do monumento mesmo morando nele. Há fortes indícios da presença do homem primitivo no local, pois suas paredes estão repletas de pinturas rupestres ainda bem preservadas. Por conta de que ainda não foi feito um estudo arqueológico no local, não se pode afirmar qual tradição passou pelo local.
O monumento é ainda cercado por muitos mistérios e lendas. Segundo uma delas (LENDA DA PRINCESA), um certo morador da região tinha o hábito de visitar seu tio, que morava em uma localidade cujo caminho, passava próximo ao monumento. Um dia o homem saiu cedo da localidade Barrocas para a localidade Varjota e quando retorna no final do dia, chegando próximo do castelo, viu uma linda moça, alta, loira de cabelos compridos, ondulados e brilhosos, como se estivessem acesos, vestido longo e de cor brilhante, que lhe dava a aparência de uma princesa.
Encantado pela beleza da jovem, o rapaz resolveu aproximar-se, quando de repente surgiu uma criatura horripilante, monstro esquelético com os olhos de fogo e fazendo gestos como se fosse pegar quem se atrevesse a aproximar-se da jovem princesa. Assombrado, o homem logo fugiu e nunca mais andou naquele lugar.
4 - CÂNION DO RIO SÃO MIGUEL (LASCA DA VELHA)
Localizada a aproximadamente 22 km, a localidade Buritizinho guarda muitas belezas naturais, como o cânion do rio São Miguel, por exemplo, semelhante ao do rio Poti, embora em proporções muito menores.
O cânion do rio São Miguel foi escavado na rocha ao longo das eras geológicas, pela força da água, formando um canal com paredões de aproximadamente 15 metros de altura, formando uma inigualável beleza natural. Próximo ao local foi construída uma barragem, ideal para banho.
Contam os mais velhos moradores da região, que em tempos remotos, uma velha senhora lavava roupa nas margens do rio São Miguel, nas proximidades do cânion, enquanto fumava um cachimbo, quando foi levada pela correnteza. Qual não foi a surpresa de todos, quando a velha, conseguiu fixar seu cachimbo entre as fissuras da rocha e conseguiu se salvar. Devido a esse episódio, o local ficou conhecido como Lasca da Velha.
5 - RIO CAIS
O rio Cais é um rio do tipo temporário, típico do sertão nordestino (rio de planalto), por causa do regime irregular das chuvas que caem na região, sendo classificado como um rio de regime pluvial.
O Cais Nasce a 650 metros de altitude, próximo à localidade Caldeirão II, município de Buriti dos Montes e foi chamado antes de Ribeirão dos Cães. Corta a cidade de Castelo do Piauí, sendo que nesta última parte do perímetro urbano, ele vem sofrendo um processo de poluição e desmatamento de suas matas ciliares, provocando um grande assoreamento de quase toda sua área urbana. Tem como um de seus principais afluentes, o rio São Miguel e deságua no rio Poti, dessa forma, ambos fazem parte da bacia hidrográfica Poti/Longá.
6 - CÂNION DO RIO POTI
Localizado principalmente no município de Buriti dos Montes, desmembrado de Castelo do Piauí no ano de 1992. Sua porta de entrada se dá pelo município de Castelo do Piauí. Possui diferentes formações rochosas: o cânion verde, onde se situam as serras que abrigam o grande cânion; e o canalão, por onde o rio Poti corre estreito entre monumentais paredões de aproximadamente 50 metros de altura.
Em toda sua extensão existem inscrições gravadas nas pedras, formando diversas figuras e desenhos de animais.
Também se encontram nesse cânion, a Cachoeira da Lembrada, com várias corredeiras. O cânion do rio Poti é excelente para a prática de turismo de aventura, como rapel, canoagem, e trecking, dentre outros. Também é ideal para acampamentos.
7 - COMUNIDADE PICOS DOS ANDRÉ
Na comunidade Picos, localizada a 25 km da sede do município de Castelo do Piauí, encontram-se vários monumentos rochosos, dentre os quais pode-se destacar a Pedra do Dinheiro, a Pedra Furada, o Ninho do Urubu, dentre outros. Em relação à primeira, contam os mais velhos, que em noites de lua cheia, aparecia por sobre a pedra em questão, uma luz dourada e circular, muito semelhante a uma grande moeda, sendo por isso que recebeu este pitoresco nome. Anos mais tarde, a população de seu entorno, reuniu-se e fincaram um cruzeiro no seu topo, para que jamais esquecem da história que envolve aquele misterioso monumento.
A região recebe o nome de Picos devido a várias formações rochosas em foma de picos, sem falar que a região possui o maior número de sítios arqueológicos de toda a região de Castelo do Piauí. Devido a reduzida visitação, a maioria destes sítios estão bem preservados.